RuPaul e a arte das Drag queens

 

 Drag queens e Drag kings são personagens criados por artistas performáticos que se travestem, com o intuito geralmente profissional, artístico e até mesmo político. Um dos marcos da cultura drag pop foi o surgimento de RuPaul Andre Charles, ator, drag queen, modelo, autor e cantor americano. O artista, que comemora seu sexagésimo aniversário em 2020, ganhou notoriedade na mídia a partir dos anos 90, aparecendo em programas de TV, filmes e álbuns musicais. Também se tornou conhecido internacionalmente por seu hit “Supermodel”, lançado em 1993:

Hoje, RuPaul é provavelmente a Drag queen mais famosa do mundo, considerada a mais bem sucedida comercialmente nos Estados Unidos. Sua personagem é atrevida, forte e bonita. Com sua identidade, conquistou não apenas o sucesso, mas também passou por um processo de autoconhecimento. Ele acredita que é importante experimentar a transformação, pois, além de ser um exercício divertido, é também uma forma de um indivíduo descobrir diferentes aspectos de sua própria personalidade: Enquanto você estiver neste planeta, nesta vida, é importante tentar coisas diferentes. A vida é um banquete e a maioria das pessoas está morrendo de fome, declarou.

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RuPaul deu destaque para a arte das drag queens por meio de suas músicas, filmes, trabalhos como modelo e, desde 2009, comanda seu próprio reality show na televisão, onde artistas de diferentes partes dos Estados Unidos concorrem ao título de próxima “drag queen superstar”.

RuPaul’s Drag Race

RuPaul’s Drag Race é um reality show de competição, idealizado e apresentado por RuPaul. O programa avalia carisma, singularidade e talento para encontrar uma drag queen que recebe o título de “America’s Next Drag Superstar”. Durante os episódios semanais, as competidoras passam por provas onde são testadas suas habilidades artísticas, desde atuação até a confecção de vestidos sofisticados.

Dentre as várias vertentes Drag que aparecem no programa, existem as Comedy Queens, que geralmente têm produções mais exageradas e personalidade comediante, as Pageant Queens, que participam de concursos de beleza e geralmente têm uma estética mais polida; as Sexy Queens, que têm principalmente o apelo sexual e investem no estilo pin-up e as excêntricas, que brincam com a androginia e têm uma representação inusitada de suas personagens.

Independente do estilo de cada uma, Drags carregam informação de moda e buscam suas referências em tendências, recortes temporais na história da moda ou diretamente na estética de algum designer. Com toda a montação envolvida, as drags contam histórias pessoais, mostram informação e conhecimento e educam sobre diversidade. Além de disseminar a cultura gay e a arte das drag queens, o show abre espaço para vários artistas poderem ser vistos e reconhecidos.
Texto: Isabela Magalhães